Offside
Lado B

Patrícia Gonçalves é voluntária na Associação Pata Vermelha.

Corporate

Um olhar sobre nós na voz dos nossos parceiros - Testemunho da Tekever, pela voz de Sofia Fernandes.

Fora de Série

"O que mais me motiva é a equipa fantástica do controlo de gestão em que estou inserida, pois somos mesmo um equipa e trabalhamos todos com o mesmo objetivo. Todos os dias tenho vontade de vir trabalhar." Bárbara Maia, Controlo de Gestão

Pensar Sério

"Confesso que no início estava um pouco perdida dentro deste universo multidisciplinar, entretanto percebi que o INESC TEC é diversificado em termos étnicos, culturais e também no que tange as opiniões e os pontos de vista, e que aos poucos abre-se para estes novos paradigmas." Luisa Gonçalves (CEGI)

Galeria do Insólito

O caso que a seguir relatamos passou-se por ocasião da Assembleia Geral do INESC P&D Brasil, em que foi pedido a um funcionário do edifício que tirasse uma foto das pessoas participantes.

Ecografia

BIP tira Raio X a colaboradores do INESC TEC.

Novos Colaboradores

Em março, o INESC TEC recebeu 24 novos colaboradores. Conheça os seus rostos.

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O INESC TEC lança todos os meses no mercado pessoas altamente qualificadas...

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Investigador do INESC TEC assume coordenação técnica de projeto nacional no âmbito das Competências Digitais

Realizou-se, no passado dia 3 de abril, em Lisboa, a apresentação da "Iniciativa Nacional Competências Digitais e.2030 - INCoDe.2030", que contou com a presença do Primeiro Ministro, da Ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, do Ministro da Ciência Tecnologia e Ensino Superior e do Ministro da Educação, além do Secretário do Estado da Indústria e de um representante do Ministério do Trabalho Solidariedade e Segurança Social.

O INCoDe.2030, cuja coordenação técnica global é da responsabilidade de Pedro Guedes de Oliveira, consiste numa ação integrada de políticas públicas, transversal a vários ministérios, dedicada ao reforço de competências digitais, e que visa dar resposta a 3 grandes desafios:

1. Garantir a literacia e a inclusão digitais para o exercício pleno da cidadania;

2. Estimular a especialização em tecnologias e aplicações digitais para a qualificação do emprego e uma economia de maior valor acrescentado;

3. Produzir novos conhecimentos em cooperação internacional.
 

O que são competências digitais?

O conceito de competências digitais é assumido de forma abrangente partindo da noção de literacia digital, ou seja, da capacidade de aceder aos meios digitais e às TIC para compreender e avaliar criticamente conteúdos, e comunicar eficazmente, até à produção de novos conhecimentos através de atividades de investigação, passando pela utilização das tecnologias digitais para a conceção de novas soluções para diversos problemas, a análise de dados e a utilização de inteligência artificial.

Nesse sentido, existem vários níveis de profundidade no que respeita a competências digitais, dependendo também dos objetivos que se pretende atingir, levando à necessidade de desenvolvimento de diferentes medidas, adaptadas mas abrangentes.
 

 incode


O posicionamento de Portugal

A situação Portuguesa, no tocante às tecnologias digitais, é bastante boa quando comparada com a média da União Europeia, no que diz respeito a infraestruturas e conectividade, integração das tecnologias digitais e a disponibilidade de serviços públicos digitais. É, porém, claramente mais frágil no tocante a capital humano e uso da internet. Com efeito, apenas cerca de 50% da população possui competências digitais básicas ou mais do que básicas, e em 2016 havia 26% de indivíduos que nunca tinham utilizado a Internet, o que compara com os cerca de 5% da Finlândia.

A formação e qualificação de recursos humanos são, portanto, os grandes objetivos do programa.

 


Um projeto orientado para o futuro

O projeto INCoDe.2030 é um projeto claramente voltado para o futuro, tendo um horizonte temporal que se estende, como o seu nome indica, até 2030 e está estruturado em 5 eixos que se destinam a grupos populacionais distintos e têm também distintas escalas temporais:

  1. Inclusão; 2. Educação; 3. Qualificação; 4. Especialização; 5. Investigação

Cada um destes eixos tem uma coordenação própria visando uma forte ligação quer ao setor público e aos diferentes ministérios, quer aos atores privados e à sociedade civil.

Pedro Guedes de Oliveira, professor emérito da Universidade do Porto e investigador do INESC TEC, assinala que “a pirâmide de qualificações digitais em Portugal é invertida: no topo é mais larga, porque nas licenciaturas, mestrados e doutoramentos estamos bem em comparação com as médias da UE, mas na base estamos mal, há grandes debilidades, porque faltam competências digitais básicas a uma parte importante da população”.

O investigador destaca também “o número crescente de jovens que estão a escolher a via profissional no ensino secundário” e “é preciso fazer um grande esforço para cativar estes jovens para as áreas tecnológicas”. Além disso, as ofertas de emprego nestas áreas “têm vindo a aumentar de forma significativa e há todo o interesse em dar resposta adequada a esta tendência do mercado”.

O investigador mencionado no corpo da notícia tem ligação à UP-FEUP. 


Créditos fotos: http://incode2030.pt