Não há país no mundo com tanta produção de medronho, mas a colheita é exigente. Uma solução INESC TEC que faz a apanha do fruto através de sucção.
O INESC TEC esteve presente na apresentação pública do protótipo de um equipamento de apanha de medronho que ajudou a desenvolver e que está perto de ser comercializado. A demonstração prática da solução robótica aconteceu em Penacova, na presença do ministro de Agricultura e Pescas e dos restantes parceiros do consórcio.
A tecnologia, desenvolvida em conjunto com a empresa Fravizel, é capaz de identificar e recolher os frutos do medronheiro através de sucção, com ou sem operador.
O investigador do INESC TEC, Filipe Neves dos Santos, esteve no terreno para explicar como o protótipo que está há dois anos a ser trabalhado consegue “identificar” o medronho maduro e colher o fruto sem danificar a árvore. Agora, o plano passa por comercializar a solução no espaço de um ano.
“Portugal é líder na produção de medronho, mas enfrenta o desafio da escassez de mão de obra para a colheita, devido à dureza do trabalho e à desertificação humana do interior”, indica o investigador.
Para Filipe Neves dos Santos, soluções que permitem automatizar este processo – como os robôs e máquinas de apanha desenvolvidos pelo INESC TEC e pela Fravizel – “valorizam e viabilizam a cultura que é fundamental para a criação de barreiras naturais contra o fogo, bem como para a valorização da floresta”.
Durante a visita, o ministro com a pasta da agricultura, José Manuel Fernandes, assinalou que Portugal deve reforçar a fileira da produção de medronho. O governante destacou ainda a máquina de apanha como um exemplo de inovação portuguesa pronta a dar resposta no terreno.
Em Penacova, no distrito de Coimbra, esteve presente uma comitiva de José Manuel Fernandes, representantes da Fravizel e da Medronhalva – uma empresa de valorização da cultura do medronheiro.
Para além de Filipe Neves dos Santos, o INESC TEC fez-se representar neste encontro pelo diretor José Manuel Mendonça.
A máquina de apanha de medronhos foi desenvolvida no âmbito da agenda Transformar, financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

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