Em outubro, o INESC TEC foi do Atlântico ao Pacífico para participar na Semana Marítima da Coreia. Eduardo Silva, investigador do INESC TEC, marcou presença num evento onde se falou do presente e futuro da inovação tecnológica para o mar.
Em Seoul, capital da Coreia do Sul, o investigador do INESC TEC que é também o Coordenador Científico do INESCTEC.OCEAN, foi convidado a participar no Fórum Internacional de Mobilidade Marítima, painel de discussão inserido na agenda da ‘Korea Maritime Week’. “A presença do INESCTEC.OCEAN foi estratégica para reforçarmos a participação europeia nos debates globais sobre tecnologias oceânicas e mobilidade marítima avançada”, aponta Eduardo Silva.
Segundo o coordenador científico deste Centro de Excelência liderado pelo INESC TEC, “discutir estes temas com ‘players’ mundiais — sobretudo fora da esfera euro-atlântica — é fundamental para o futuro da Economia Azul”: “O mar é um domínio verdadeiramente global, a inovação não pode permanecer confinada a blocos geográficos”.
O investigador do INESC TEC explica que “estas interações internacionais ajudam a compreender tendências emergentes, antecipar necessidades e acelerar a transferência de conhecimento para sectores estratégicos”. Por outro lado, Eduardo Silva realça “uma dinâmica particularmente forte” da Coreia do Sul na “inovação marítima e portuária”. “Integrar este ecossistema [asiático] permite-nos alinhar prioridades, identificar sinergias e aprofundar oportunidades de cooperação científica e tecnológica”, reforça.
Ainda antes do momento de discussão alargada, Eduardo Silva teve a oportunidade de fazer uma apresentação sobre a “Mobilidade Marítima Avançada: Inovação e Desenvolvimento na Europa”. O investigador não só demonstrou o mais recente progresso do INESC TEC em robótica marinha, como desvendou perspetivas futuras na área – incluindo o que apelida de “portos submarinos”.
“A partilha de experiências e perspetivas sobre o que poderá ser o futuro da operação marítima — desde novas abordagens de mobilidade no oceano profundo até conceitos disruptivos como portos submarinos — é essencial para estimular investigação avançada”, sublinha Eduardo Silva.
Segundo o investigador, este diálogo permite “combinar a visão europeia com a ambição tecnológica asiática, criando um terreno fértil para soluções que poderão transformar radicalmente a forma como exploramos, monitorizamos e utilizamos o oceano”.
O investigador mencionado na notícia tem vínculo ao INESC TEC e ao IPP-ISEP.




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