Daniel Barros, Daniel Silva e Sthefan Berwanger

Daniel Barros

“O Daniel assumiu o desenvolvimento dos módulos OCPP que viabilizaram a comunicação entre a aplicação FlexiHome e o carregador PlugTecac – elementos que formaram o núcleo da demonstração apresentada na edição 2025 da ENLIT Europe. Este trabalho técnico exigiu elevado conhecimento, empenho e atenção ao detalhe, tendo resultado num contributo decisivo para o sucesso da demonstração. Para além deste esforço técnico, Daniel demonstrou um compromisso extraordinário com a entrega do projeto: colaborou ativamente na montagem do sistema de demonstração, esteve disponível para resolver problemas em tempo real sob pressão e manteve uma postura de profissionalismo e espírito de equipa. O impacto do seu contributo ultrapassou o âmbito do projeto, reforçando a visibilidade externa do INESC TEC, a credibilidade da sua capacidade tecnológica e a qualidade das suas demonstrações perante parceiros e entidades internacionais. Pelo conjunto do seu desempenho e dedicação, consideramos que reúne plenamente as condições para este reconhecimento”.

 – coordenação do CPES 

O Daniel esteve envolvido no desenvolvimento dos módulos OCPP, para a comunicação da aplicação FlexiHome e o carregador PlugTecac; poderia explicar-nos em que consistiu este trabalho? E de que forma se refletiu na demonstração na ENLIT Europe?

O módulo OCPP utilizado na demonstração não foi desenvolvido especificamente para a integração com o HEMS apresentado na ENLIT Europe. Na realidade, resultou da adaptação e extensão do sistema de gestão de carregadores do INESC TEC, que também desenvolvi e que é responsável pela comunicação e controlo de todos os carregadores disponibilizados na instituição. O trabalho consistiu em converter e ajustar esse módulo para garantir compatibilidade e integração com a aplicação FlexiHome, assegurando uma comunicação estável e totalmente alinhada com os requisitos do caso de uso da demonstração. Na ENLIT, o componente OCPP foi fundamental para viabilizar o controlo em tempo real do carregamento, garantindo a fiabilidade operacional da demonstração e permitindo ilustrar, de forma clara, o funcionamento integrado entre o HEMS e o carregador.

O que nos pode dizer acerca do projeto em si (principal objetivo, escopo, fator inovador, resultados esperados e/ou alcançados, desafios, etc.)?

O projeto visa demonstrar a integração de tecnologias orientadas à gestão inteligente de energia no contexto residencial, combinando o controlo de carregamento de veículos elétricos, coordenação dispositivos e mecanismos de flexibilidade. O escopo inclui o desenvolvimento e integração de software, normalização de interfaces e interoperabilidade baseada em standards. O fator inovador reside na convergência entre diferentes camadas tecnológicas, HEMS, carregamento inteligente e prestação de flexibilidade, num ecossistema coerente e demonstrável. Entre os principais desafios destacaram-se a integração entre sistemas heterogéneos, a necessidade de garantir uma operação robusta em contexto de demonstração ao vivo e o cumprimento de requisitos técnicos num cronograma reduzido. Os resultados obtidos evidenciam a maturidade da tecnologia da solução e reforçam a capacidade do INESC TEC para desenvolver e demonstrar sistemas interoperáveis no âmbito da transição energética.

Do que mais gosta no seu trabalho?

Valorizo especialmente a oportunidade de trabalhar em soluções tecnológicas complexas, aplicadas a desafios reais do setor energético. A combinação entre desenvolvimento de software, integração de sistemas e colaboração multidisciplinar é particularmente motivadora.

Como comenta esta nomeação?

Recebo esta nomeação com satisfação e sentido de responsabilidade. É um reconhecimento que muito valorizo e que reflete não apenas o contributo individual, mas também o trabalho conjunto da equipa e o apoio contínuo do CPES.

Daniel Silva

” O Daniel Silva é nomeado Extraordinário pelos resultados positivos que tem alcançado, tanto na elaboração de propostas de prestação de serviços para o setor florestal, como pela sua participação ativa na proposta SMARTCUTv2, recentemente aprovada. Este novo projeto eleva os resultados obtidos no SMARTCUT para um patamar mais próximo da comercialização, reforçando o impacto e a relevância do trabalho desenvolvido no TRIBE LAB @ INESC TEC”.

– coordenação do CRIIS

O Daniel dedica parte do seu trabalho ao setor florestal; o que o cativa nesta área, e de que forma o seu trabalho no INESC TEC contribui para a mesma?

O setor florestal cativa-me sobretudo pela sua relevância estratégica e pelo impacto real que pode ter a nível ambiental, económico e social. É uma área onde a inovação tecnológica pode fazer uma diferença concreta, seja na gestão sustentável dos recursos, na mitigação dos efeitos das alterações climáticas ou na melhoria das condições de trabalho no terreno. No INESC TEC, o meu trabalho tem sido focado no desenvolvimento e integração de soluções tecnológicas – nomeadamente robótica, sensorização e Inteligência Artificial – aplicadas a contextos florestais reais, procurando sempre aproximar a investigação das necessidades do setor.

Foi referida a sua participação na proposta SMARTCUTv2, que segue os resultados do SMARTCUT; o que nos pode dizer acerca de ambos os projetos? E que tipo de atividades desempenhou?

O projeto SMARTCUT teve como objetivo a investigação e desenvolvimento de uma solução modular para a sensorização, telemanutenção e simulação de máquinas florestais, com aplicação em tarefas de telediagnóstico, monitorização florestal e formação remota. No âmbito deste projeto, a minha participação incidiu principalmente na componente técnica, através do desenvolvimento e prototipagem de uma solução capaz de monitorizar e realizar o cadastro florestal, contribuindo para uma caracterização mais eficiente e sistemática do território e das operações no terreno. O projeto SMARTCUT.v2 surge como a continuação natural do trabalho desenvolvido anteriormente, com um foco na validação em contexto real e na aproximação das soluções a um nível de maior maturidade tecnológica. Até ao momento, contribuí ativamente para a elaboração da proposta, assegurando o alinhamento entre os resultados científicos obtidos, as necessidades concretas do setor florestal e os objetivos de valorização tecnológica do projeto. Em termos técnicos, irei participar no desenvolvimento de uma solução tecnológica orientada para o aumento da segurança dos operadores florestais e de todos os seres presentes na zona de operação, reforçando a fiabilidade e a responsabilidade das tecnologias aplicadas ao setor.

Do que mais gosta no seu trabalho?

O que mais gosto no meu trabalho é a diversidade de desafios e a possibilidade de trabalhar em projetos com impacto real. A combinação entre investigação, desenvolvimento tecnológico e aplicação prática é extremamente motivadora.
Valorizo também o ambiente colaborativo do TRIBE LAB e do INESC TEC, onde existe espaço para discutir ideias, aprender continuamente e trabalhar com equipas multidisciplinares. Essa troca constante é essencial para evoluir, tanto a nível técnico como pessoal.

Como comenta esta nomeação?

Recebo esta nomeação com enorme satisfação e gratidão. É um reconhecimento que me deixa muito orgulhoso e que reflete não só o meu trabalho individual, mas também o trabalho conjunto com a equipa do TRIBE LAB, cujo espírito de colaboração, partilha de conhecimento, e ambição científica têm sido essenciais para os resultados alcançados.
Esta distinção é um forte estímulo para continuar a investir na qualidade do trabalho desenvolvido, a assumir novos desafios e a contribuir para projetos com impacto positivo, reforçando o papel do INESC TEC na inovação e na ciência com impacto através da transferência de tecnologia para a sociedade.

Sthefan Berwanger

A atribuição da distinção de Extraordinário ao investigador do CESE Sthefan Berwanger justifica-se pela sua competência excecional na prestação de consultoria especializada na área da gestão e governo de dados. O seu trabalho demonstrou rigor técnico, inovação e capacidade de enfrentar desafios complexos, garantindo soluções eficazes que fortalecem a qualidade e a fiabilidade dos processos de gestão de informação. Esta contribuição tem sido determinante para a criação de competências avançadas nesta área e para a valorização da investigação desenvolvida pelo Centro”.

 – coordenação do CESE

Foi referido o seu contributo na prestação de consultoria especializada – nas áreas de gestão e de governo de dados; o que nos poderia dizer acerca deste trabalho?

Este trabalho revelou-se particularmente desafiante, tanto para a equipa como para a entidade envolvida, uma vez que exigiu a identificação célere das principais barreiras e lacunas internas. Numa segunda fase, procedeu-se à seleção das metodologias e ferramentas mais adequadas ao estádio de maturidade atual da organização. Por fim, foi desenvolvido um cenário integrado de governo e gestão da informação que, além de estar alinhado com a missão e a visão estratégica da entidade, contribui de forma concreta para o reforço da sua competitividade à escala global.

Para além destas atividades, que outras se encontra a desenvolver de momento? Alguma iniciativa/projeto de particular destaque?

Em paralelo a este trabalho, no âmbito do PRODUTECH, o meu contributo tem incidido de forma particular na análise, validação e melhoria dos requisitos funcionais e não funcionais de soluções digitais industriais, nomeadamente no módulo de gestão de requisitos e especificações em ambiente PLM. No projeto MAGPIE, tenho participado no desenvolvimento de enquadramentos de governança para soluções digitais avançadas, com incidência particular nos desafios organizacionais, regulatórios e de confiança associados à coordenação de múltiplos stakeholders em ecossistemas complexos. Por fim, tenho vindo a desenvolver, em articulação com os meus colegas, um conjunto de atividades e projetos de investigação e inovação que visam consolidar o CESE como referência nas áreas de consultoria, governação de dados, transformação digital e sustentabilidade. 

Do que mais gosta no seu trabalho?

Valorizo particularmente o ambiente de trabalho flexível, colaborativo e de entreajuda entre os colegas. Adicionalmente, o elevado nível das discussões técnicas e estratégicas é extremamente estimulante, desafiando-me continuamente a sair da minha zona de conforto e a entregar contributos e resultados cada vez mais qualificados.

Como comenta esta nomeação?

Recebo esta nomeação com grande satisfação e reconhecimento da coordenação do CESE. Entendo-a como um sinal de que estou no caminho certo e como um incentivo adicional para continuar a gerar valor, não só para o INESC TEC, mas também para as entidades parceiras com as quais colaboramos.

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