O protótipo do veículo do futuro voa, é autónomo e conta com tecnologia do INESC TEC

Juntar, num veículo, mobilidade terrestre e aérea: era este o desígnio do Projeto Mobilizador FLY.PT. Neste projeto que visa dar novo fôlego à indústria aeronáutica, o INESC TEC desenvolveu um sistema de perceção multimodal e um algoritmo que dá resposta às necessidades do utilizador.

Explorar a ideia de um “carro voador”, que finta contratempos em ambiente urbano e abre horizontes para a mobilidade do futuro, contou com a participação do INESC TEC, que contribuiu para a agenda mobilizadora FLY.PT com tecnologia que recorre a técnicas de inteligência artificial.

O FLY.PT tinha como desígnio desenvolver um protótipo de um novo sistema de transporte, que combina um veículo elétrico autónomo com um veículo autónomo aéreo através da acoplagem/desacoplagem de um habitáculo, permitindo, simultaneamente, mobilidade horizontal e vertical.

O projeto apresentou recentemente o mockup do habitáculo, uma cabine de passageiros, acoplável quer ao drone, quer ao carro. Em Ponte de Sôr, junto ao aeródromo local, foram também realizados testes de voo do protótipo de um projeto que visa catapultar a indústria da aeronáutica.

Nestes testes ficaram patentes os contributos do INESC TEC. Rafael Claro, investigador do INESC TEC, na área da robótica e dos sistemas autónomos, explica: “Desenvolvemos um sistema de perceção multimodal que melhorou consideravelmente a robustez da deteção e localização em tempo-real da cabine, recorrendo a técnicas de inteligência artificial”. A introdução desta tecnologia resultou em “aterragens altamente precisas do módulo do drone”. E, assim, o acoplamento mecânico com a cabine sem sobressaltos.

Apresentação do projeto Fly.pt  © Tekever

Já na área das telecomunicações e multimédia, foram desenvolvidas soluções de comunicações integradas e um algoritmo que otimiza a rota do drone de acordo com o mapa 3D de cobertura das redes 4G/5G existentes. Esta solução, permite dar resposta “às reais necessidades de comunicações dos utilizadores a bordo”.

“A introdução desta tecnologia resultou na oferta de diferentes níveis de Qualidade de Serviço e respetivas rotas otimizadas, aos utilizadores, antes de darem início à viagem”, explica Hélder Fontes, investigador do INESC TEC. O utilizador pode, assim, a bordo e sem aceder à internet, escolher a rota mais curta (e potencialmente de menor custo) calculada pelo algoritmo, mantendo as comunicações mínimas para o funcionamento do veículo.

Estiveram envolvidos neste projeto os investigadores do INESC TEC Andry Maykol Pinto, Filipe Ribeiro, Francisco Neves, Helder Fontes, Nuno Almeida, Rafael Claro, e Rui Campos.

A participação do INESC TEC neste projeto foi promovida pela equipa TEC4, nomeadamente TECPARTNERSHIPS. O projeto FLY.PT, liderado pela TEKEVER UAS, e é cofinanciado pelo Programa COMPETE 2020 no âmbito do Sistemas de Incentivos à Investigação e Desenvolvimento Tecnológico (Programas Mobilizadores), envolvendo um investimento elegível de 8,2 milhões de euros o que resultou num incentivo FEDER de cerca de 5,7 milhões de euros.

Os investigadores mencionados na notícia têm vínculo ao INESC TEC e FEUP.

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