“Vieses Inconscientes: reconhecer enviesamentos e promover inclusão” foi o nome do workshop dinamizado pela Associação Portuguesa para a Diversidade e Inclusão (APPDI) para a comunidade INESC TEC. No âmbito da recente parceria estabelecida entre o Instituto e a APPDI, este workshop teve como objetivo promover um momento de reflexão e sensibilização em torno das temáticas da diversidade, equidade e inclusão nos contextos organizacionais.
Dinamizado pela Comissão para a Diversidade e Inclusão do INESC TEC, este workshop abordou, como tema principal, o conceito de vieses inconscientes, que são definidos como associações automáticas e involuntárias que influenciam a forma como percecionamos pessoas, situações e decisões, podendo condicionar comportamentos e interações de forma não intencional.
Ao longo da sessão, foram explorados temas como a Diversidade, Inclusão, Pertença e Equidade (DIPE), a interseccionalidade – ou seja, o cruzamento de diferentes dimensões de identidade de cada pessoa, que moldam como ela é vista e tratada -, os diferentes tipos de enviesamentos inconscientes (como, por exemplo, capacitismo ou de semelhança) e o seu impacto em contexto laboral, bem como estratégias concretas de mitigação.
A sessão incluiu ainda uma reflexão sobre microagressões, discurso de ódio e o papel de cada pessoa enquanto aliada nas suas equipas. Foram feitas uma série de dinâmicas de grupo no sentido de percecionar o que os participantes sentiam em relação a algumas declarações que tinham como objetivo testar vieses inconscientes.
“Numa organização como INESC TEC, que reúne mais de 60 nacionalidades e que tem, por isso, equipas multiculturais, a diversidade deve ser encarada como um ativo estratégico. Durante a sessão, conseguimos perceber, por parte da formadora Carolina Neto da APDI, que equipas multiculturais trazem, por exemplo, uma maior variedade de perspetivas, mas é preciso sabermos como atuar para que cada pessoa possa prosperar num ambiente verdadeiramente inclusivo”, explica Ana Filipa Sequeira, presidente da Comissão para a Diversidade e Inclusão do INESC TEC.
Entre os benefícios organizacionais da diversidade e inclusão estão: inovação e criatividade, cultura organizacional colaborativa, nível de satisfação e motivação das pessoas trabalhadoras, reputação e credibilidade, atração e retenção de talentos, bons níveis de saúde mental, desempenho das pessoas trabalhadoras, melhores resultados financeiros ou até maior capacidade de resolução de problemas.
Claro está que implementar uma estratégia organizacional que se paute pelos princípios da diversidade e inclusão tem também os seus desafios e o primeiro é, desde logo, aquilo que o INESC TEC tem tentado combater, de forma oficial desde 2021 com a criação da Comissão para a Diversidade e Inclusão, que é o pouco reconhecimento da importância destas duas áreas. Existem também desafios ao nível da gestão de equipas, do respeito e aceitação das diferenças das outras pessoas ou até mesmo o facto de o ser humano não ser naturalmente inclusivo. Essa é uma preocupação de Graça Barbosa, a Administradora com o pelouro da D&I no INESC TEC, que está convencida que os vieses inconscientes afetam de forma mais evidente o processo de Recrutamento e Seleção, mas também as oportunidades de evolução na carreira, a designação de pessoas para determinados cargos e a constituição de painéis em eventos, entre outros. “Idealmente, todos os membros dos júris de seleção deveriam ter formação sobre este tema”, refere Graça Barbosa, acrescentando que é algo que deve fazer parte de um programa de formação para as lideranças.
É, nesse sentido, que o INESC TEC tem vindo a apostar em ações de sensibilização e formação junto dos seus públicos internos, como foi o caso deste workshop que decorreu no dia 17 de junho, num compromisso contínuo com a promoção de uma cultura organizacional diversa e inclusiva.

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