Corria o ano de 2012, quando um grupo de estudantes se uniu para criar o primeiro Chapter, nome dado a um núcleo local, nacional da SPIE, a Sociedade Internacional de Ótica e Fotónica, com membros da Universidade do Porto e do INESC TEC. Quase 14 anos volvidos, o grupo arrecadou o terceiro lugar no SPIE Presidential Award na categoria de Outstanding Student Chapter, um reconhecimento visto como o “culminar de um esforço coletivo” que visa a introdução de “novas ideias” e a criação de “pontes entre a comunidade académica e a científica”, através da integração de “jovens investigadores com investigadores mais seniores”, descreve Miguel Almeida, vice-presidente do UP e INESC TEC SPIE Chapter.
O prémio, com uma relevância “altíssima”, confere ao grupo um “reconhecimento internacional e representa, por isso, também “a validação de um modelo de comunidade que funciona e tem impacto real”. Assente nos princípios da “horizontalidade” e da “inclusão”, o grupo foca-se na criação de oportunidades de “networking informal” e, recentemente, abraçou o desafio de integrar a organização de grandes eventos, como a International Conference On Optical Fibre Sensors (OFS29) e o International Day of Light Conference, assim como workshops técnicos, tendo em vista a partilha de conhecimento prático em ferramentas frequentemente utilizadas por alunos e investigadores.
“O maior desafio foi o salto qualitativo na nossa atividade: mantivemos a nossa base de seminários e workshops, mas decidimos englobar também a organização de eventos de grande escala e complexidade logística”, reconhece Miguel Almeida, que aponta este envolvimento como um dos fatores decisivos para a conquista do prémio. “Por um lado, tivemos a honra de ser um dos braços logísticos da OFS29, gerindo o apoio aos palestrantes e participantes desta conferência. Por outro, lançámos do zero a nossa própria International Day of Light Conference, num formato híbrido”.
Todos estes esforços exigiram aos elementos do grupo uma melhor “gestão de tempo” e maior “responsabilidade”, o que, simultaneamente, fez evoluir a organização para um “modelo mais participativo”. “Ao abrirmos o processo criativo a todos os membros, conseguimos trazer ideias mais tecnológicas e modernas, distribuindo o esforço de forma mais equilibrada e garantindo que o Chapter crescesse de forma mais sustentável e motivadora para todos”, aponta Miguel Almeida.
As opções revelaram-se positivas e vencedoras, com o prémio – que lhes garante visibilidade global dentro da comunidade de ótica e fotónica – a servir como “catalisador de motivação” para os jovens. Os olhos dos membros do Chapter já estão postos no próximo grande evento que têm entre mãos. No dia 15 de maio, no âmbito do Dia Internacional da Luz, vão dinamizar uma série de palestras internacionais e desafios práticos com prémios para os estudantes. “Queremos consolidar a nossa posição como um ponto de ligação vital entre os investigadores do INESC TEC e os estudantes da Universidade do Porto, mantendo o nível de inovação que nos levou a este patamar internacional”. O repto está lançado.




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