Da segurança à sustentabilidade, INESCTEC.OCEAN levou a inovação tecnológica ao Dia Europeu do Mar

A propósito do European Maritime Day 2026, o Centro de Excelência liderado pelo INESC TEC teve a oportunidade de coorganizar duas sessões de workshop em Limassol, Chipre. Entre a necessidade de maior monitorização e vigilância dos oceanos e a cooperação para um mar sustentável, o INESCTEC.OCEAN contribuiu ativamente com a investigação, experiência e competências do centro para o avanço da Economia Azul.

Entre 21 e 22 de maio, ao largo do Mediterrâneo, a Europa discutiu o mar, o oceano, a Economia Azul. Ao longo da agenda do Dia Europeu do Mar, entre palestras, workshops e demais atividades, academia, empresas e agentes políticos convergiram em reflexões sobre um oceano sustentável — tanto produtivo, como protegido.

Foi na soalheira cidade de Limassol, no Chipre, que o INESCTEC.OCEAN coorganizou duas sessões de workshop, focadas em temas caros ao centro e ao ecossistema azul: “Robótica Marinha para Mares Europeus Seguros” e “Investigação & Inovação para uma Onda Azul Sustentável”.

A primeira sessão visou “o papel preponderante da robótica marinha, sobretudo no contexto da monitorização permanente dos nossos mares e infraestruturas críticas”, aponta Diana Viegas, coordenadora do INESCTEC.OCEAN e uma das oradoras do painel de discussão.

A também investigadora do INESC TEC salienta que o centro proporcionou contributos bastante relevantes para a discussão, dada a dimensão da “atividade do Instituto com financiamento do Fundo Europeu de Defesa” (EDF, na sigla em inglês): “Sobretudo no que diz respeito a tecnologias disruptivas associadas a projetos aprovados recentemente”, como foi o caso da iniciativa DEEP-TECH.

Já o segundo workshop foi inteiramente coorganizado INESCTEC.OCEAN, CMMI (Instituto Marinho & Marítimo do Chipre) e MARBLE: três Centros de Excelência que haviam assinado um Memorando de Entendimento no final do ano de 2025, durante o evento Breaking the Surface.

Intrinsecamente vinculada à natureza da relação entre as três entidades, a sessão versou sobre a cooperação para a inovação azul e a sustentabilidade dos oceanos.

“É o intuito de todos os Centros de Excelência voltados para o mar estabelecer uma cooperação duradoura e consistente”, explica Diana Viegas. A coordenadora do INESCTEC.OCEAN acrescenta ainda que os três centros “se complementam nas áreas científicas que cobrem e nas distintas zonas geográficas que abrangem, podendo, de forma coordenada, operar em todo o Mediterrâneo e Atlântico Norte”.

Desta vez, o INESCTEC.OCEAN esteve representado neste segundo painel de discussão por Betina Campos Neves. A investigadora do INESC TEC enfatiza que, “apesar das diferenças naturais entre o Atlântico aberto e as bacias do Mediterrâneo, o workshop revelou uma harmonia absoluta de posições e prioridades partilhadas” entre os três Centros de Excelência.

“Foi unânime a necessidade de agilizar os processos regulatórios e de criar zonas de teste no mar (test beds) para que as inovações tecnológicas fiquem rapidamente ao serviço das necessidades”, nomeadamente de “suporte ao conhecimento”.

Por outro lado, salienta Betina Campos Neves, houve igual convergência quanto à prioridade em “assegurar a normalização dos dados sobre o oceano”, sobretudo perante uma “lacuna crítica na recolha de dados oceânicos”. “É essencial definir standards comuns para uniformizar e agregar os dados recolhidos no Atlântico e no Mediterrâneo de forma confiável, validando investimentos e apoiando a governação”, explica.

Aliás, é precisamente no que toca à decisão política que a investigadora reforça outra das conclusões da sessão, isto é, “a necessidade de alinhar o trabalho promovido, desde as autoridades locais até ao topo da União Europeia”.

Os três polos também “concordam inteiramente que a robótica e a tecnologia oceânicas são pilares obrigatórios para garantir uma Economia Azul vibrante”, pautada por uma “relação sustentável e um conhecimento crescente sobre os nossos mares”.

“Estas ferramentas garantem uma elevada cobertura espacial e temporal a custos significativamente inferiores aos dos métodos clássicos, como os navios oceanográficos”, sintetiza Betina Campos Neves.

No cômputo geral, a presença do INESCTEC.OCEAN no evento “permitiu uma interação direta e estratégica com múltiplos stakeholders e decisores da Comissão Europeia”. “O contacto presencial e o debate ativo funcionaram como catalisadores para a construção imediata de pontes e parcerias”, realça a investigadora do INESC TEC.

De acordo com Betina Campos Neves, em ambientes “dinâmicos como o European Maritime Day, estas intervenções evitam que o conhecimento se perca na burocracia dos documentos escritos, injetando uma nova dinâmica e pragmatismo no ecossistema marítimo europeu”.

“Ao copromover estes workshops, o INESCTEC.OCEAN demonstra, na prática, o seu papel ativo como motor de inovação na Europa”, sublinha. De acordo com a investigadora, a demonstração pública do “conhecimento, competências e tecnologia de ponta desenvolvidos reafirma o empenho do INESC TEC em capacitar Portugal e a Europa com as ferramentas necessárias para liderar a transição digital e verde no mar”.

E remata: “É a prova inequívoca do nosso compromisso contínuo com uma Economia Azul próspera e cooperativa”.

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