Test Bed 5G: empresas já testam as suas soluções no INESC TEC

Já arrancaram os primeiros projetos piloto no Laboratório de Indústria e Inovação (iiLab) do INESC TEC, para demonstração de soluções 5G direcionadas para a indústria transformadora. As empresas vão poder testar as suas soluções e desenvolver produtos e serviços que usem a rede de nova geração. Os pilotos inserem-se no projeto Test Bed 5G, liderado pela NOS, em copromoção com a Sonae MC e a Wells, e com envolvimento do INESC TEC.

O Test Bed 5G dispõe de 8 milhões de euros para apoiar as empresas no desenvolvimento de produtos e serviços que usem o 5G em áreas consideradas estruturantes na economia nacional: indústria, retalho, saúde, cidades inteligentes e sustentabilidade. O projeto vai apoiar 165 pilotos, para facilitar a transformação de tecnologia em soluções que possam ser comercializadas.

As primeiras demonstrações já iniciaram e a empresa Infinite Foundry está, neste momento, a testar a utilização de câmaras que comunicam através da Rede 5G. “Este piloto começou no final de 2023, sendo que fizemos a instalação das câmaras no iiLab e a instalação do software nos datacenters do INESC TEC”, avança António Almeida.

De acordo com o investigador do INESC TEC, que atua como business developer de uma das áreas de inovação da instituição, a indústria, as demonstrações de soluções da Infinite Foundry não ficam por aqui, já que cada empresa pode realizar mais do que um piloto. “Ao longo de 2024, vamos testar a solução de digital twin da empresa em ambientes CLOUD, capazes de simular e representar, no próprio digital twin, o posicionamento de robôs móveis em ambientes altamente realistas”.

De acordo com os responsáveis da Infinite Foundry esta experiência tem permitido testar, em condições reais, a forma como o 5G pode facilitar a instalação e operacionalização da tecnologia de digital twin 3D da empresa, com destaque para a capacidade de suportar conexões de alta velocidade e baixa latência. “Um dos casos testados envolveu uma câmara de alta-definição, conectada através de 5G, cujos dados foram transmitidos em tempo real para o servidor onde o gémeo digital é processado. Este teste demonstrou a viabilidade de utilizar a rede de quinta geração para melhorar significativamente a eficiência e a eficácia na recolha e análise de dados em ambientes de produção virtualizados”, apontam.

“Este avanço tecnológico abre novas perspetivas para a monitorização e gestão remota de operações industriais, permitindo uma representação virtual precisa e atualizada, que é fundamental para a tomada de decisões informadas e a otimização contínua dos processos”, acrescentam ainda os responsáveis.

Ao todo, o iiLab vai acolher 12 projetos, facilitando e acompanhando o desenvolvimento de um conjunto de pilotos de software e equipamento num contexto quase-industrial. Em breve, arrancarão, por exemplo, testes de robótica móvel para perceber como se podem controlar robôs à distância através de redes de comunicação de baixa latência 5G; testes de integração de sensores de sinais vitais instalados em operadores; testes de rastreabilidade de peças no chão de fábrica, desenvolvimento de software de gestão de processos (em inglês, MES – Manufacturing Execution System), processamento de imagem para controlo de qualidade e Internet das Coisas (IoT).

O Test Bed 5G é um consórcio composto por NOS, SonaeMC, Wells, contando ainda com a participação do CEIIA, INESC TEC e Ericsson, com seis localizações a nível nacional, entre Lisboa, Porto, Maia e Matosinhos.

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