Foram 11 as mini agendas recentemente aprovadas em vários domínios de investigação do INESC TEC, nomeadamente nos domínios de energia, robótica, inteligência artificial, comunicações, ciência e engenharia dos computadores e engenharia e gestão de sistemas. Num financiamento total de quase 9 milhões de euros, o INESC TEC, juntamente com uma série de empresas nacionais, tem como objetivo transformar o tecido empresarial português com novas soluções tecnológicas.
A maior parte das mini agendas aprovadas resulta de um trabalho interno de valorização das empresas portuguesas através de competências multidisciplinares que o Instituto tem para oferecer.
As mini agendas com financiamento superior a 1M€
É o caso, por exemplo, da mini agenda ecoBOTs.PT – Robótica para Floresta e Viticultura de Precisão Inteligente, com o valor de financiamento mais elevado de todas elas, superior a 2M€ e liderada pela empresa Herculano-Alfaias Agrícolas.
Esta agenda, para além de Herculano e INESC TEC, reúne ainda mais 10 copromotores, são eles a Navigator Forest Portugal, Altri Florestal, Sogrape Vinhos, Fravizel, Tomix, Pulverizadores Rocha, Strong Charon, ADVID e ADAI, juntando assim algumas das principais empresas portuguesas fabricantes de equipamentos agrícolas e florestais, produtores de referência dos setores florestal e vitivinícola, entidades científicas e parceiros com capacidade de validação em contexto real. Com início previsto para 1 de junho, o projeto tem como objetivo desenvolver, industrializar e validar um ecossistema robótico modular, escalável e interoperável para automatizar operações críticas na floresta e na viticultura de precisão. O projeto aposta na integração de robótica modular, inteligência artificial distribuída, perceção semântica multissensorial, navegação autónoma resiliente a falhas de GNSS e energia descentralizada com valorização de biomassa florestal, promovendo a democratização do acesso à tecnologia e promovendo a sustentabilidade ambiental através da neutralidade carbónica.
“O projeto parte de soluções robóticas já desenvolvidas pelo INESC TEC, nomeadamente as plataformas Modular-E e Modular-X, tecnologias premiadas e demonstradas em ambientes agrícolas, florestais e de duplo uso. A partir desta base, a mini agenda pretende acelerar a chegada ao mercado de novas soluções robóticas nacionais, combinando robótica modular, inteligência artificial, perceção multissensorial, navegação autónoma resiliente a falhas de GNSS, coordenação multi-robô e modelos de Robótica como Serviço”, explica o investigador do INESC TEC Filipe Neves dos Santos.
O INESC TEC, através de dois dos seus domínios científicos – robótica e sistema de energia, terá um papel central no desenvolvimento científico e tecnológico desta mini agenda.
“Do ponto de vista societal, o ecoBOTs.PT vai contribuir para reduzir a exposição dos trabalhadores a operações perigosas, repetitivas ou fisicamente exigentes nos setores florestal e vitivinícola”, acrescenta o investigador, que é também docente na FEUP, acrescentando que “esta mini agenda vai promover também a modernização tecnológica do setor primário, a criação de emprego qualificado em territórios de baixa densidade e a atração de novas gerações para atividades agrícolas e florestais mais digitais, seguras e sustentáveis”.
Com um valor total de financiamento de mais de 1,1M€ surge a mini agenda RAISE – Retail AI for Scalability and Excellence, liderada pela spinoff do INESC TEC LTPLabs. Para além de INESC TEC e LTPLabs, esta mini agenda integra ainda, como copromotores, Associação Laboratório Colaborativo em Transformação, ADYTA, Datacentric, MC Shared Services, Instituto Politécnico de Bragança e Universidade do Porto. O objetivo principal do projeto é desenvolver e validar soluções tecnológicas avançadas baseadas em Inteligência Artificial para otimizar toda a cadeia de valor do retalho, mantendo simultaneamente uma arquitetura suficientemente flexível para aplicação noutros setores.
O projeto RAISE responde a desafios societais relevantes através da aplicação de tecnologias avançadas de Inteligência Artificial, com potencial para melhorar a experiência dos consumidores, apoiar os colaboradores e acelerar a transformação digital das organizações. As soluções desenvolvidas irão contribuir para ambientes de retalho mais eficientes, personalizados e seguros, recorrendo a sistemas inteligentes capazes de otimizar operações, antecipar riscos e apoiar a tomada de decisão em tempo real.
O projeto prevê igualmente o desenvolvimento de ferramentas de apoio aos trabalhadores, incluindo mecanismos de prevenção de acidentes e assistência personalizada, contribuindo para melhores condições de trabalho e maior bem-estar organizacional. Em paralelo, a modernização tecnológica promovida pelo projeto reforça a capacitação digital das empresas e estimula a adoção de práticas mais inovadoras e sustentáveis em diferentes setores de atividade.
Do ponto de vista económico, o RAISE pretende reforçar a competitividade das empresas através do desenvolvimento de soluções tecnológicas inovadoras e de elevado valor acrescentado para o setor do retalho. A integração de tecnologias como Digital Twins, GenAI, Machine Learning e visão computacional permitirá otimizar processos logísticos, operacionais e comerciais, promovendo ganhos de eficiência, redução de custos e maior capacidade de resposta ao mercado.
O projeto apresenta ainda um forte potencial de internacionalização, prevendo a expansão para novos mercados e o aumento do volume de negócios internacional dos parceiros envolvidos. Adicionalmente, a criação de serviços intensivos em conhecimento e o efeito multiplicador sobre fornecedores, parceiros e cadeias de valor contribuirão para o reforço de uma economia mais baseada em inovação e tecnologia.
Também com um financiamento superior a 1 milhão de euros, surge a mini agenda AtlantHAPS (Plataforma de Alta Altitude para Observação Atlântica), mais um exemplo de agregação de competências científicas internas, desta vez nos domínios das comunicações e robótica. Liderada pela UAVision – Engenharia de Sistemas, o projeto conta ainda com Optimal Structural Solutations, Moldit, Instituto de Comunicações, INESC INOV, INEGI e Universidade dos Açores como parceiros.
O principal objetivo do AtlantHAPS é conceber, desenvolver e validar uma nova geração de plataformas aéreas estratosféricas (HAPS) nacionais que sejam modulares, energeticamente eficientes e preparadas para produção industrial, capazes de operar de forma contínua a cerca de 20 km de altitude. Com isto, o projeto pretende criar soluções económicas e de elevada persistência para comunicações, observação remota e monitorização ambiental com aplicação direta na vigilância marítima, no combate às alterações climáticas e em cenários de emergência. Para o alcançar, a iniciativa combina um esforço multidisciplinar de I&D (aerodinâmica, estruturas, propulsão e eletrónica) com a modernização industrial, visando testar protótipos em ambiente real, alcançar uma base tecnológica de alta maturidade e posicionar o consórcio no mercado global de aeronaves não tripuladas de alta altitude.
O INESC TEC vai liderar o desenvolvimento das comunicações de alto débito e o estudo e desenvolvimento do playload modular multimissão, assegurando também o processamento e validação dos dados recolhidos em voo.
As mini agendas com contribuições no domínio da energia
A agenda PowerUP – nova solução de carregamento elétrico de alta performance para veículos pesados – surge como mais um exemplo de multidisciplinaridade do INESC TEC, com competências em sistemas de energia, engenharia e gestão industrial e computação centrada no humano. Liderada pela i-charging, o consórcio integra ainda Mizuru Tech, Petrogal e Galp Energia.
O PowerUp tem como objetivo desenvolver uma nova solução de carregamento elétrico de alta potência para veículos pesados, baseada no conceito Megawatt Charging System (MCS), reduzindo significativamente os tempos de carregamento, e assegurando elevados níveis de segurança, eficiência e interoperabilidade. O projeto aposta numa arquitetura modular e escalável, na integração inteligente com a rede elétrica através de sistemas avançados de gestão de energia, armazenamento e fontes renováveis, bem como na aplicação de inteligência artificial para manutenção preditiva. Inclui ainda o desenvolvimento de soluções de realidade aumentada para suporte à manutenção e de sistemas avançados de teste e industrialização dos carregadores MCS.
Com início previsto para 1 junho de 2026, esta mini agenda vai contar com o INESC TEC como um parceiro central para o desenvolvimento das componentes inteligentes e digitais do projeto, contribuindo para a integração eficiente dos carregadores MCS na rede elétrica e para a otimização da sua operação. Irá desenvolver modelos e ferramentas para analisar o impacto dos carregadores de elevada potência na rede, bem como soluções avançadas de gestão de energia (EMS) capazes de coordenar carregadores, armazenamento e produção renovável de forma eficiente e sustentável.

“O INESC TEC vai ainda contribuir para o desenvolvimento de algoritmos de inteligência artificial e manutenção preditiva, permitindo antecipar falhas, otimizar a operação dos equipamentos e aumentar a disponibilidade da infraestrutura. Vamos também participar na criação de plataformas de monitorização e apoio à manutenção, incluindo funcionalidades de realidade aumentada, e na validação técnico-científica do demonstrador em ambiente real”, como explicam João Peças Lopes, Fernando Cassola e António Almeida, investigadores do Instituto.
Ainda no domínio dos sistemas de energia, mas mais especificamente na área do hidrogénio verde, surge a mini agenda H2SYMBIOTIC – Multi-Sector Hydrogen Integration for Decarbonisation and Circularity. Liderado pela WinPower, o consórcio integra 11 copromotores: WinPower, FEUP, NET4CO2, HyLab, Built CoLAB, INESC TEC, SYSADVANCE, VentilAQUA, Águas e Energia do Porto, Fado Energy e Grama Maiúscula.
Com início previsto para 1 de julho de 2026, esta mini agenda tem como objetivo desenvolver e demonstrar hubs integrados de hidrogénio verde, combinando produção, armazenamento, utilização e valorização de subprodutos em contextos industriais e urbanos. O projeto aposta na integração multissetorial do hidrogénio, na reutilização de água, na valorização de oxigénio, calor, biogás e nutrientes, e em ferramentas digitais avançadas para planeamento, operação e otimização destes sistemas.
“O INESC TEC terá um papel central no desenvolvimento das ferramentas digitais do projeto, em particular no FlexPlanH2, para planeamento operacional day-ahead de hubs de hidrogénio, e no FlexTrackH2, para otimização em tempo real. Contribuirá também para o digital twin da ETAR do Freixo, para a arquitetura digital das soluções e para a validação funcional e técnico-económica nos demonstradores de Sines e da ETAR do Freixo”, como explica Joel Soares. “Do ponto de vista societal, o projeto contribui para a descarbonização de setores difíceis de eletrificar, para a valorização de recursos em ETARs e para modelos mais circulares de gestão de energia, água, carbono e nutrientes. Economicamente, vai criar soluções replicáveis para hubs de hidrogénio, com potencial de comercialização nacional e internacional, incluindo ferramentas digitais e equipamentos modulares. Cientificamente, vai permitir avançar em modelos de otimização, digital twins, previsão e controlo em tempo real aplicados a sistemas multivetor complexos, com integração de eletricidade, hidrogénio, oxigénio, calor, biogás e nutrientes”, acrescenta o investigador.
Já a mini agenda IntelliCer – Towards Neutral Carbon Ceramics: Ecossistema de gestão inteligente de energia e recursos para a Indústria Cerâmica, tem como entidade líder a Primus Ceramics e integra 10 copromotores. Para além de INESC TEC e da entidade líder, fazem parte deste projeto SACMI Ibérica, Adelino Duarte da Mota, VIDRES Portugal, MOLCER, RCSoft, CTCV e Universidade de Aveiro.
O IntelliCer visa apoiar a transformação da indústria cerâmica nacional, em particular o subsetor dos revestimentos cerâmicos monoporosos, rumo à neutralidade carbónica. É, nesse sentido, que será desenvolvido um ecossistema de gestão inteligente de energia e recursos, combinando soluções de eficiência energética, gestão multi-vetor, eletrificação, utilização de gases renováveis, armazenamento de energia, valorização de matérias-primas secundárias e produção de cerâmica com menor pegada carbónica.
“O INESC TEC será responsável pelo desenvolvimento do sistema inteligente de gestão de energia do IntelliCer. Vamos também liderar a arquitetura da solução, os algoritmos de previsão e otimização multiobjectivo, a atuação em tempo real e a integração com os sistemas industriais. A solução vai permitir coordenar consumos, produção renovável, armazenamento, preços de mercado e restrições operacionais, apoiando decisões de gestão energética na unidade industrial”, refere Joel Soares.
O contributo para a robótica nacional
Para além da mini agenda ecoBOTs.PT e AtlantHAPS, as competências do INESC TEC no domínio da robótica integram outras agendas. É o caso da LOGIX – Intelligent Logistics Revolution, em mais um exemplo multidisciplinar, onde, para além da robótica, também a engenharia e gestão industrial tem aqui um peso relevante. Com a Veryfex como entidade líder, o projeto conta ainda com a Antípoda, Prozis.Tech, Nixfuste Nova e Roboplan como parceiros. O objetivo desta agenda é o desenvolvimento, integração e validação de um ecossistema logístico de nova geração que visa transformar a intralogística automatizada em ambiente real.
“A ambição do projeto centra-se no desenvolvimento de sete soluções disruptivas e interdependentes, que em conjunto formarão um sistema logístico inteligente, escalável, resiliente e energeticamente otimizado. O INESC TEC será responsável pelo desenvolvimento de algoritmos para a gestão inteligente de frotas heterogêneas, sistemas de picking robotizado inteligente, robôs humanoides para triagem de devoluções e integração de soluções de visão computacional”, como explica Roberto Magalhães Silva.
Esta mini agenda pretende transformar o setor logístico, particularmente no e-commerce, com o desenvolvimento de soluções disruptivas em automação inteligente.
“Os contributos científicos incluem avanços em robótica e IA. O INESC TEC será fundamental no desenvolvimento de algoritmos de coordenação multi-robótica e em sistemas de gestão energética inteligente, que contribuirão para a sustentabilidade ambiental. O projeto também inovará na integração de tecnologias ciberfísicas e digital twins, promovendo a evolução da Indústria 4.0”, acrescenta Roberto Magalhães Silva.
Já a mini agenda MACH30 – Machining, AI, Control and High-performance, também ela uma agregação de várias competências do INESC TEC, não só na robótica, mas na área dos sistemas empresariais, conta com a PALBIT como empresa líder. São também copromotores desta agenda: West Horse Powertrain Portugal, STREAk, CADFLOW, QUANTAL, INTERMOLDE, ANADIRROBOTIC, IBERONORMA, DATAIONT, BARBOSA WORLD BRASS, NOBRAC, INEGI, Instituto Pedro Nunes, Universidade de Aveiro, Universidade de Coimbra, FEUP, CENTIMFE e Associação POOL-NET.
Este projeto pretende impulsionar o setor da maquinagem CNC aliado à Indústria 4.0 e ao fabrico avançado. O consórcio pretende responder a três desafios centrais da indústria transformadora: baixa maquinalidade de ligas avançadas; necessidade de maior produtividade, sustentabilidade e limitações impostas por ecossistemas digitais proprietários.
“O INESC TEC terá um papel na integração de robôs e máquinas CNC em células híbridas, no desenvolvimento de estratégias CAM (computer-aided manufacturing) avançadas e no que ao sistema de fixação adaptativo – responsável por garantir a precisão e estabilidade das operações de maquinagem – diz respeito”, explica Luís Freitas Rocha.
O projeto vai contribuir para uma maior sustentabilidade e transição verde ao promover a substituição de materiais críticos e poluentes (como o chumbo em ligas de latão) por soluções mais ecológicas e eficientes. Vai ainda permitir avançar em várias áreas científicas e tecnológicas, desde logo no que diz respeito a materiais, particularmente com o desenvolvimento de novos substratos cerâmicos e revestimentos nanoestruturados por PVD-HiPIMS – estes avanços podem ter impacto em várias áreas industriais, desde a indústria automotiva até à indústria aeroespacial. Vai também permitir aprofundar a investigação e desenvolvimento nos processos de fabrico e avançar nas áreas de digitalização e IA.
A inteligência artificial ao serviço das empresas nacionais
Foram duas as mini agendas em que o INESC TEC participa onde as competências no domínio da Inteligência Artificial são a componente de maior dimensão. As duas com orçamentos acima dos 200 mil euros, denominam-se RAICC e SmartVeg.
A mini agenda RAICC (Responsible AI Call Center) é liderada pela DAREDATA e tem como parceiros a TEKPRIVACY, NOS Comunicações, NOS Inovação, Universidade de Coimbra, Associação Fraunhofer Portugal Research, Instituto Superior de Engenharia do Porto, Universidade do Porto (FEUP e FCUP), Universidade Nova de Lisboa, BrightFactory.
O projeto tem como objetivo o desenvolvimento de um conjunto de produtos e serviços inovadores baseados em IA responsável, incluindo um Gen-OS (Sistema Operativo de Agentes de IA), novas ferramentas de GenAI textual para cenários tecnicamente complexos, e soluções que garantam a criação e utilização responsável de IA, garantindo uma avaliação rigorosa de novos modelos ou agentes e respeitando a privacidade dos dados.
O INESC TEC vai contribuir para o projeto nas áreas de IA responsável e extração e compreensão de narrativas. O trabalho a desenvolver vai incidir sobre a explicabilidade de modelos preditivos multimodais e sobre a criação de funcionalidades capazes de extrair, categorizar e sumarizar narrativas de forma abstrativa, apoiando os operadores na análise de informação e na tomada de decisão.
Já a mini agenda SmartVEG (Solução Alimentar Inteligente com base em vegetação) é liderada pelo grupo Sumol Compal e tem como impulsionar a transformação do setor agroalimentar português, promovendo inovação, sustentabilidade e digitalização em toda a cadeia de valor. Para além de INESC TEC e do grupo Sumol Compal, fazem parte desta agenda: Sense Test, ENESII Associação COLAB4Food, TAGUSVALLEY, Universidade de Aveiro, Universidade do Porto, Universidade do Minho, Associação Laboratório Colaborativo em transformação digital e Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária.
A composição deste consórcio faz com que tenham sido reunidas competências complementares em engenharia alimentar, biotecnologia, nutrição, ciência sensorial, ciência de dados e Inteligência Artificial (IA). Esta composição permite uma abordagem multidisciplinar, capaz de articular investigação científica, desenvolvimento tecnológico e inovação produtiva de forma integrada e eficiente.
“O objetivo central do projeto consiste na criação de um ecossistema alimentar integrado, capaz de gerar produtos diferenciadores, nutricionalmente otimizados e ambientalmente sustentáveis, enquanto fortalece a eficiência industrial e valoriza recursos locais. Para concretizar este objetivo, o SmartVEG organiza-se em três eixos de ação interdependentes: valorização de matérias-primas diferenciadoras, desenvolvimento de produtos alimentares inovadores e implementação de soluções digitais baseadas em IA”, explica Alípio Jorge, que coordena o domínio de Inteligência Artificial no INESC TEC.
De acordo com o também docente da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP), o papel do INESC TEC está relacionado com a componente digital e pelo desenvolvimento de ferramentas de IA no projeto. “Essas ferramentas são focadas na otimização de processos produtivos, no controlo de qualidade em tempo real e na criação de modelos preditivos de comportamento do consumidor”, explica.
Ao articular inovação tecnológica, valorização de recursos locais e digitalização, o SmartVEG posiciona-se como um catalisador da transição verde e digital do setor agroalimentar português, promovendo a sustentabilidade, a competitividade, a internacionalização e a literacia alimentar. O projeto alinha-se com as prioridades do Portugal 2030, do PRR e das políticas europeias de inovação e sustentabilidade, reforçando simultaneamente a capacidade do setor em responder às exigências de consumidores cada vez mais conscientes e aos desafios dos mercados internacionais.

Notícias, atualidade, curiosidades e muito mais sobre o INESC TEC e a sua comunidade!