INESC TEC vê aprovadas 11 mini agendas do Portugal 2030 em vários domínios científicos

Foram 11 as mini agendas recentemente aprovadas em vários domínios de investigação do INESC TEC, nomeadamente nos domínios de energia, robótica, inteligência artificial, comunicações, ciência e engenharia dos computadores e engenharia e gestão de sistemas. Num financiamento total de quase 9 milhões de euros, o INESC TEC, juntamente com uma série de empresas nacionais, tem como objetivo transformar o tecido empresarial português com novas soluções tecnológicas.

A maior parte das mini agendas aprovadas resulta de um trabalho interno de valorização das empresas portuguesas através de competências multidisciplinares que o Instituto tem para oferecer.

As mini agendas com financiamento superior a 1M€

É o caso, por exemplo, da mini agenda ecoBOTs.PT – Robótica para Floresta e Viticultura de Precisão Inteligente, com o valor de financiamento mais elevado de todas elas, superior a 2M€ e liderada pela empresa Herculano-Alfaias Agrícolas.

Esta agenda, para além de Herculano e INESC TEC, reúne ainda mais 10 copromotores, são eles a Navigator Forest Portugal, Altri Florestal, Sogrape Vinhos, Fravizel, Tomix, Pulverizadores Rocha, Strong Charon, ADVID e ADAI, juntando assim algumas das principais empresas portuguesas fabricantes de equipamentos agrícolas e florestais, produtores de referência dos setores florestal e vitivinícola, entidades científicas e parceiros com capacidade de validação em contexto real. Com início previsto para 1 de junho, o projeto tem como objetivo desenvolver, industrializar e validar um ecossistema robótico modular, escalável e interoperável para automatizar operações críticas na floresta e na viticultura de precisão. O projeto aposta na integração de robótica modular, inteligência artificial distribuída, perceção semântica multissensorial, navegação autónoma resiliente a falhas de GNSS e energia descentralizada com valorização de biomassa florestal, promovendo a democratização do acesso à tecnologia e promovendo a sustentabilidade ambiental através da neutralidade carbónica.

“O projeto parte de soluções robóticas já desenvolvidas pelo INESC TEC, nomeadamente as plataformas Modular-E e Modular-X, tecnologias premiadas e demonstradas em ambientes agrícolas, florestais e de duplo uso. A partir desta base, a mini agenda pretende acelerar a chegada ao mercado de novas soluções robóticas nacionais, combinando robótica modular, inteligência artificial, perceção multissensorial, navegação autónoma resiliente a falhas de GNSS, coordenação multi-robô e modelos de Robótica como Serviço”, explica o investigador do INESC TEC Filipe Neves dos Santos.

O INESC TEC, através de dois dos seus domínios científicos – robótica e sistema de energia, terá um papel central no desenvolvimento científico e tecnológico desta mini agenda.

“Do ponto de vista societal, o ecoBOTs.PT vai contribuir para reduzir a exposição dos trabalhadores a operações perigosas, repetitivas ou fisicamente exigentes nos setores florestal e vitivinícola”, acrescenta o investigador, que é também docente na FEUP, acrescentando que “esta mini agenda vai promover também a modernização tecnológica do setor primário, a criação de emprego qualificado em territórios de baixa densidade e a atração de novas gerações para atividades agrícolas e florestais mais digitais, seguras e sustentáveis”.

Com um valor total de financiamento de mais de 1,1M€ surge a mini agenda RAISE – Retail AI for Scalability and Excellence, liderada pela spinoff do INESC TEC LTPLabs. Para além de INESC TEC e LTPLabs, esta mini agenda integra ainda, como copromotores, Associação Laboratório Colaborativo em Transformação, ADYTA, Datacentric, MC Shared Services, Instituto Politécnico de Bragança e Universidade do Porto. O objetivo principal do projeto é desenvolver e validar soluções tecnológicas avançadas baseadas em Inteligência Artificial para otimizar toda a cadeia de valor do retalho, mantendo simultaneamente uma arquitetura suficientemente flexível para aplicação noutros setores.

O projeto RAISE responde a desafios societais relevantes através da aplicação de tecnologias avançadas de Inteligência Artificial, com potencial para melhorar a experiência dos consumidores, apoiar os colaboradores e acelerar a transformação digital das organizações. As soluções desenvolvidas irão contribuir para ambientes de retalho mais eficientes, personalizados e seguros, recorrendo a sistemas inteligentes capazes de otimizar operações, antecipar riscos e apoiar a tomada de decisão em tempo real.

O projeto prevê igualmente o desenvolvimento de ferramentas de apoio aos trabalhadores, incluindo mecanismos de prevenção de acidentes e assistência personalizada, contribuindo para melhores condições de trabalho e maior bem-estar organizacional. Em paralelo, a modernização tecnológica promovida pelo projeto reforça a capacitação digital das empresas e estimula a adoção de práticas mais inovadoras e sustentáveis em diferentes setores de atividade.

Do ponto de vista económico, o RAISE pretende reforçar a competitividade das empresas através do desenvolvimento de soluções tecnológicas inovadoras e de elevado valor acrescentado para o setor do retalho. A integração de tecnologias como Digital Twins, GenAI, Machine Learning e visão computacional permitirá otimizar processos logísticos, operacionais e comerciais, promovendo ganhos de eficiência, redução de custos e maior capacidade de resposta ao mercado.

O projeto apresenta ainda um forte potencial de internacionalização, prevendo a expansão para novos mercados e o aumento do volume de negócios internacional dos parceiros envolvidos. Adicionalmente, a criação de serviços intensivos em conhecimento e o efeito multiplicador sobre fornecedores, parceiros e cadeias de valor contribuirão para o reforço de uma economia mais baseada em inovação e tecnologia.

Também com um financiamento superior a 1 milhão de euros, surge a mini agenda AtlantHAPS (Plataforma de Alta Altitude para Observação Atlântica), mais um exemplo de agregação de competências científicas internas, desta vez nos domínios das comunicações e robótica. Liderada pela UAVision – Engenharia de Sistemas, o projeto conta ainda com Optimal Structural Solutations, Moldit, Instituto de Comunicações, INESC INOV, INEGI e Universidade dos Açores como parceiros.

O principal objetivo do AtlantHAPS é conceber, desenvolver e validar uma nova geração de plataformas aéreas estratosféricas (HAPS) nacionais que sejam modulares, energeticamente eficientes e preparadas para produção industrial, capazes de operar de forma contínua a cerca de 20 km de altitude. Com isto, o projeto pretende criar soluções económicas e de elevada persistência para comunicações, observação remota e monitorização ambiental com aplicação direta na vigilância marítima, no combate às alterações climáticas e em cenários de emergência. Para o alcançar, a iniciativa combina um esforço multidisciplinar de I&D (aerodinâmica, estruturas, propulsão e eletrónica) com a modernização industrial, visando testar protótipos em ambiente real, alcançar uma base tecnológica de alta maturidade e posicionar o consórcio no mercado global de aeronaves não tripuladas de alta altitude.

O INESC TEC vai liderar o desenvolvimento das comunicações de alto débito e o estudo e desenvolvimento do playload modular multimissão, assegurando também o processamento e validação dos dados recolhidos em voo.

As mini agendas com contribuições no domínio da energia

A agenda PowerUP – nova solução de carregamento elétrico de alta performance para veículos pesados – surge como mais um exemplo de multidisciplinaridade do INESC TEC, com competências em sistemas de energia, engenharia e gestão industrial e computação centrada no humano. Liderada pela i-charging, o consórcio integra ainda Mizuru Tech, Petrogal e Galp Energia.

O PowerUp tem como objetivo desenvolver uma nova solução de carregamento elétrico de alta potência para veículos pesados, baseada no conceito Megawatt Charging System (MCS), reduzindo significativamente os tempos de carregamento, e assegurando elevados níveis de segurança, eficiência e interoperabilidade. O projeto aposta numa arquitetura modular e escalável, na integração inteligente com a rede elétrica através de sistemas avançados de gestão de energia, armazenamento e fontes renováveis, bem como na aplicação de inteligência artificial para manutenção preditiva. Inclui ainda o desenvolvimento de soluções de realidade aumentada para suporte à manutenção e de sistemas avançados de teste e industrialização dos carregadores MCS.

Com início previsto para 1 junho de 2026, esta mini agenda vai contar com o INESC TEC como um parceiro central para o desenvolvimento das componentes inteligentes e digitais do projeto, contribuindo para a integração eficiente dos carregadores MCS na rede elétrica e para a otimização da sua operação. Irá desenvolver modelos e ferramentas para analisar o impacto dos carregadores de elevada potência na rede, bem como soluções avançadas de gestão de energia (EMS) capazes de coordenar carregadores, armazenamento e produção renovável de forma eficiente e sustentável.

“O INESC TEC vai ainda contribuir para o desenvolvimento de algoritmos de inteligência artificial e manutenção preditiva, permitindo antecipar falhas, otimizar a operação dos equipamentos e aumentar a disponibilidade da infraestrutura. Vamos também participar na criação de plataformas de monitorização e apoio à manutenção, incluindo funcionalidades de realidade aumentada, e na validação técnico-científica do demonstrador em ambiente real”, como explicam João Peças Lopes, Fernando Cassola e António Almeida, investigadores do Instituto.

Ainda no domínio dos sistemas de energia, mas mais especificamente na área do hidrogénio verde, surge a mini agenda H2SYMBIOTIC – Multi-Sector Hydrogen Integration for Decarbonisation and Circularity. Liderado pela WinPower, o consórcio integra 11 copromotores: WinPower, FEUP, NET4CO2, HyLab, Built CoLAB, INESC TEC, SYSADVANCE, VentilAQUA, Águas e Energia do Porto, Fado Energy e Grama Maiúscula.

Com início previsto para 1 de julho de 2026, esta mini agenda tem como objetivo desenvolver e demonstrar hubs integrados de hidrogénio verde, combinando produção, armazenamento, utilização e valorização de subprodutos em contextos industriais e urbanos. O projeto aposta na integração multissetorial do hidrogénio, na reutilização de água, na valorização de oxigénio, calor, biogás e nutrientes, e em ferramentas digitais avançadas para planeamento, operação e otimização destes sistemas.

“O INESC TEC terá um papel central no desenvolvimento das ferramentas digitais do projeto, em particular no FlexPlanH2, para planeamento operacional day-ahead de hubs de hidrogénio, e no FlexTrackH2, para otimização em tempo real. Contribuirá também para o digital twin da ETAR do Freixo, para a arquitetura digital das soluções e para a validação funcional e técnico-económica nos demonstradores de Sines e da ETAR do Freixo”, como explica Joel Soares. “Do ponto de vista societal, o projeto contribui para a descarbonização de setores difíceis de eletrificar, para a valorização de recursos em ETARs e para modelos mais circulares de gestão de energia, água, carbono e nutrientes. Economicamente, vai criar soluções replicáveis para hubs de hidrogénio, com potencial de comercialização nacional e internacional, incluindo ferramentas digitais e equipamentos modulares. Cientificamente, vai permitir avançar em modelos de otimização, digital twins, previsão e controlo em tempo real aplicados a sistemas multivetor complexos, com integração de eletricidade, hidrogénio, oxigénio, calor, biogás e nutrientes”, acrescenta o investigador.

Já a mini agenda IntelliCer – Towards Neutral Carbon Ceramics: Ecossistema de gestão inteligente de energia e recursos para a Indústria Cerâmica, tem como entidade líder a Primus Ceramics e integra 10 copromotores. Para além de INESC TEC e da entidade líder, fazem parte deste projeto SACMI Ibérica, Adelino Duarte da Mota, VIDRES Portugal, MOLCER, RCSoft, CTCV e Universidade de Aveiro.

O IntelliCer visa apoiar a transformação da indústria cerâmica nacional, em particular o subsetor dos revestimentos cerâmicos monoporosos, rumo à neutralidade carbónica. É, nesse sentido, que será desenvolvido um ecossistema de gestão inteligente de energia e recursos, combinando soluções de eficiência energética, gestão multi-vetor, eletrificação, utilização de gases renováveis, armazenamento de energia, valorização de matérias-primas secundárias e produção de cerâmica com menor pegada carbónica.

“O INESC TEC será responsável pelo desenvolvimento do sistema inteligente de gestão de energia do IntelliCer. Vamos também liderar a arquitetura da solução, os algoritmos de previsão e otimização multiobjectivo, a atuação em tempo real e a integração com os sistemas industriais. A solução vai permitir coordenar consumos, produção renovável, armazenamento, preços de mercado e restrições operacionais, apoiando decisões de gestão energética na unidade industrial”, refere Joel Soares.

O contributo para a robótica nacional

Para além da mini agenda ecoBOTs.PT e AtlantHAPS, as competências do INESC TEC no domínio da robótica integram outras agendas. É o caso da LOGIX – Intelligent Logistics Revolution, em mais um exemplo multidisciplinar, onde, para além da robótica, também a engenharia e gestão industrial tem aqui um peso relevante. Com a Veryfex como entidade líder, o projeto conta ainda com a Antípoda, Prozis.Tech, Nixfuste Nova e Roboplan como parceiros. O objetivo desta agenda é o desenvolvimento, integração e validação de um ecossistema logístico de nova geração que visa transformar a intralogística automatizada em ambiente real.

“A ambição do projeto centra-se no desenvolvimento de sete soluções disruptivas e interdependentes, que em conjunto formarão um sistema logístico inteligente, escalável, resiliente e energeticamente otimizado. O INESC TEC será responsável pelo desenvolvimento de algoritmos para a gestão inteligente de frotas heterogêneas, sistemas de picking robotizado inteligente, robôs humanoides para triagem de devoluções e integração de soluções de visão computacional”, como explica Roberto Magalhães Silva.

Esta mini agenda pretende transformar o setor logístico, particularmente no e-commerce, com o desenvolvimento de soluções disruptivas em automação inteligente.

“Os contributos científicos incluem avanços em robótica e IA. O INESC TEC será fundamental no desenvolvimento de algoritmos de coordenação multi-robótica e em sistemas de gestão energética inteligente, que contribuirão para a sustentabilidade ambiental. O projeto também inovará na integração de tecnologias ciberfísicas e digital twins, promovendo a evolução da Indústria 4.0”, acrescenta Roberto Magalhães Silva.

Já a mini agenda MACH30 – Machining, AI, Control and High-performance, também ela uma agregação de várias competências do INESC TEC, não só na robótica, mas na área dos sistemas empresariais, conta com a PALBIT como empresa líder. São também copromotores desta agenda: West Horse Powertrain Portugal, STREAk, CADFLOW, QUANTAL, INTERMOLDE, ANADIRROBOTIC, IBERONORMA, DATAIONT, BARBOSA WORLD BRASS, NOBRAC, INEGI, Instituto Pedro Nunes, Universidade de Aveiro, Universidade de Coimbra, FEUP, CENTIMFE e Associação POOL-NET.

Este projeto pretende impulsionar o setor da maquinagem CNC aliado à Indústria 4.0 e ao fabrico avançado. O consórcio pretende responder a três desafios centrais da indústria transformadora: baixa maquinalidade de ligas avançadas; necessidade de maior produtividade, sustentabilidade e limitações impostas por ecossistemas digitais proprietários.

“O INESC TEC terá um papel na integração de robôs e máquinas CNC em células híbridas, no desenvolvimento de estratégias CAM (computer-aided manufacturing) avançadas e no que ao sistema de fixação adaptativo – responsável por garantir a precisão e estabilidade das operações de maquinagem – diz respeito”, explica Luís Freitas Rocha.

O projeto vai contribuir para uma maior sustentabilidade e transição verde ao promover a substituição de materiais críticos e poluentes (como o chumbo em ligas de latão) por soluções mais ecológicas e eficientes. Vai ainda permitir avançar em várias áreas científicas e tecnológicas, desde logo no que diz respeito a materiais, particularmente com o desenvolvimento de novos substratos cerâmicos e revestimentos nanoestruturados por PVD-HiPIMS – estes avanços podem ter impacto em várias áreas industriais, desde a indústria automotiva até à indústria aeroespacial. Vai também permitir aprofundar a investigação e desenvolvimento nos processos de fabrico e avançar nas áreas de digitalização e IA.

A inteligência artificial ao serviço das empresas nacionais

Foram duas as mini agendas em que o INESC TEC participa onde as competências no domínio da Inteligência Artificial são a componente de maior dimensão. As duas com orçamentos acima dos 200 mil euros, denominam-se RAICC e SmartVeg.

A mini agenda RAICC (Responsible AI Call Center) é liderada pela DAREDATA e tem como parceiros a TEKPRIVACY, NOS Comunicações, NOS Inovação, Universidade de Coimbra, Associação Fraunhofer Portugal Research, Instituto Superior de Engenharia do Porto, Universidade do Porto (FEUP e FCUP), Universidade Nova de Lisboa, BrightFactory.

O projeto tem como objetivo o desenvolvimento de um conjunto de produtos e serviços inovadores baseados em IA responsável, incluindo um Gen-OS (Sistema Operativo de Agentes de IA), novas ferramentas de GenAI textual para cenários tecnicamente complexos, e soluções que garantam a criação e utilização responsável de IA, garantindo uma avaliação rigorosa de novos modelos ou agentes e respeitando a privacidade dos dados.

O INESC TEC vai contribuir para o projeto nas áreas de IA responsável e extração e compreensão de narrativas. O trabalho a desenvolver vai incidir sobre a explicabilidade de modelos preditivos multimodais e sobre a criação de funcionalidades capazes de extrair, categorizar e sumarizar narrativas de forma abstrativa, apoiando os operadores na análise de informação e na tomada de decisão.

Já a mini agenda SmartVEG (Solução Alimentar Inteligente com base em vegetação) é liderada pelo grupo Sumol Compal e tem como impulsionar a transformação do setor agroalimentar português, promovendo inovação, sustentabilidade e digitalização em toda a cadeia de valor. Para além de INESC TEC e do grupo Sumol Compal, fazem parte desta agenda: Sense Test, ENESII Associação COLAB4Food, TAGUSVALLEY, Universidade de Aveiro, Universidade do Porto, Universidade do Minho, Associação Laboratório Colaborativo em transformação digital e Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária.

A composição deste consórcio faz com que tenham sido reunidas competências complementares em engenharia alimentar, biotecnologia, nutrição, ciência sensorial, ciência de dados e Inteligência Artificial (IA). Esta composição permite uma abordagem multidisciplinar, capaz de articular investigação científica, desenvolvimento tecnológico e inovação produtiva de forma integrada e eficiente.

“O objetivo central do projeto consiste na criação de um ecossistema alimentar integrado, capaz de gerar produtos diferenciadores, nutricionalmente otimizados e ambientalmente sustentáveis, enquanto fortalece a eficiência industrial e valoriza recursos locais. Para concretizar este objetivo, o SmartVEG organiza-se em três eixos de ação interdependentes: valorização de matérias-primas diferenciadoras, desenvolvimento de produtos alimentares inovadores e implementação de soluções digitais baseadas em IA”, explica Alípio Jorge, que coordena o domínio de Inteligência Artificial no INESC TEC.

De acordo com o também docente da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP), o papel do INESC TEC está relacionado com a componente digital e pelo desenvolvimento de ferramentas de IA no projeto. “Essas ferramentas são focadas na otimização de processos produtivos, no controlo de qualidade em tempo real e na criação de modelos preditivos de comportamento do consumidor”, explica.

Ao articular inovação tecnológica, valorização de recursos locais e digitalização, o SmartVEG posiciona-se como um catalisador da transição verde e digital do setor agroalimentar português, promovendo a sustentabilidade, a competitividade, a internacionalização e a literacia alimentar. O projeto alinha-se com as prioridades do Portugal 2030, do PRR e das políticas europeias de inovação e sustentabilidade, reforçando simultaneamente a capacidade do setor em responder às exigências de consumidores cada vez mais conscientes e aos desafios dos mercados internacionais.

 

 

 

 

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